Educandos da 3ª série produzem manifestos sobre o apagamento histórico das mulheres
Educação
Em consonância com o Ano Literário 2026 — “Mulheres que Tecem a História: Trilhas de Esperança, Cultura de Paz e Perdão”, proposta que orienta as ações formativas do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Unidade Educacional do SAGRADO – Rede de Educação localizada na cidade de Garibaldi, ao longo deste ano, os educandos da 3ª série desenvolveram uma atividade de produção textual centrada no gênero “manifesto”.
Inspirada na valorização do protagonismo feminino e em sintonia com o sétimo compromisso do Pacto Educativo Global — promover a mulher —, a proposta desafiou os educandos a escreverem um texto autoral a partir do tema: “O apagamento das conquistas das mulheres ao longo da história.”
A atividade mobilizou repertório sociocultural, argumentação e consciência histórica, conduzindo os educandos à reflexão sobre processos de invisibilização feminina e sobre a contribuição das mulheres na construção de uma sociedade mais justa, humana e comprometida com a cultura de paz.
Entre as produções elaboradas, destaca-se o texto construído conjuntamente por Martina e Valentina Klauck, reproduzido a seguir, cuja escrita se evidenciou pela contundência argumentativa, pela maturidade crítica e pela capacidade de problematizar o apagamento histórico das conquistas femininas. A produção revela domínio da proposta, clareza de posicionamento e uso expressivo da linguagem como instrumento de denúncia, reflexão e intervenção social.
MANIFESTO:
A história da humanidade, tal como nos foi ensinada, é uma narrativa mutilada. Durante séculos, o apagamento das conquistas femininas não foi um acidente, mas um projeto deliberado de invisibilidade. Mulheres foram as mentes por trás de inovações científicas, revoluções políticas e avanços artísticos, mas seus nomes foram sistematicamente rasurados ou substituídos por pseudônimos masculinos. Negar o protagonismo feminino é negar a própria integridade da trajetória humana.
Não aceitaremos mais o papel de notas de rodapé. Reconhecer o papel das mulheres não é um ato de caridade histórica, é um imperativo de justiça e rigor intelectual. Quando uma descoberta é atribuída erroneamente ou uma líder é silenciada pelo tempo, perde-se a oportunidade de inspirar novas gerações a romperem ciclos de opressão. A memória é a nossa ferramenta de luta mais poderosa.
É hora de desenterrar as vozes sufocadas e reescrever os manuais com a verdade. Convidamos cada leitor a questionar: quem realmente construiu o mundo em que vivemos? A mudança começa na recusa ao esquecimento. Que os nomes das nossas antecessoras ecoem com a força que lhes foi roubada, pois uma história sem mulheres é, na verdade, uma mentira contada à metade.
Educandas Martina e Valentina Klauck